do outro lado da rua
as faces constrangem-se ao ver-te nua
do outro lado da rua
as faces constrangem-se ao ver-te nua
verdade crua
verdade crua
por onde quer que você vá
a verdade lhe perseguirá
com razão porém sem destino
sangra teu frágil coração de menino
excluídos
inibidos
doem seus calos
caminham perdidos
enquanto alguns possuem tudo
do outro lado da rua o lodo é profundo
e faz afundar, afundar
a cada não, quando só se quer trabalhar
e tudo perde o sentido
no espelho teu reflexo é falecido
e teu consolo se da de bar em bar
com uma cerveja ruim que te faz vomitar
porque uma melhor você não pode pagar
do outro lado da rua
as faces constrangem-se ao ver-te nua
do outro lado da rua
as faces constrangem-se ao ver-te nua
do outro lado, na calçada sem tijolos
a vida derrubando a cada 10 mil socos
Bruno Giannotti
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