terça-feira, 12 de maio de 2020

Trem da morte

Tantos foram os dias
Lembro-me das noites
Quilômetros rodei
Na estrada lágrimas deixei
Os problemas que eu tinha
Deles eu tentei fugir
Mas a memoria me seguia
Em todas as camas que deitei

Na minha motocicleta
Na garupa não há ninguém
Acelero na estrada
Muito além do mau ou bem
Viajando sem destino
Enlouqueci em desatino
Mas a gasolina acaba eu sei
Quando acabar eu vou de trem

Se você já esqueceu
O culpado não fui eu
Ou pelo menos não só eu
Ou pelo menos não só eu
O trem partiu,
A neblina trouxe o frio
Lá fora está escuro
Fico olhando o vazio

No trem da morte
Eu embarco a minha sorte
No trem da morte
Eu embarco a minha sorte

No trem da morte
Eu embarco a minha sorte
Na companhia das baratas
Vou escrevendo uma carta
No trem da morte
Eu embarco a minha sorte
Na companhia das baratas
Vou escrevendo uma carta

No trem da morte
Eu vou bebendo a minha sorte
Eu sei que um dia vou chegar
sozinho!
Eu vou bebendo
Vou chegar, sozinho!
Mas maquinista, para onde vai o trem?

Bruno Giannotti

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