quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

14 e 10

Um mero acaso em meio ao caos
no submundo, abaixo do mundo
tropeço nos erros
em seus degrais

sou torpe, imundo
degustando tal submundo
cheio de sulfura e dor
de vidas vendidas
do meu pavor
vendo o filme da minha vida
como uma tragedia, indefinida
que um dia atravessou ao meu revez
em um endereço, numero 14 e 10

recebo visita em meus sonhos
que se tornam pesadelos
a morte tece teias
minha vida, seus novelos
e a decadencia é evidente
nego e finjo ser o mesmo
e o resto, um incidente
naqueles becos
naqueles dias
onde na noite eu me perdia
nas calçadas, na hipocrisia
na possesão do que não havia
nas mentiras futeis
eu me perdia

hoje vejo
e ainda sinto
olho para todos,
me escondo, minto
a noite choro
aquele nome eu repito
devo estar louco
ou talvez bronco
cheio de histórias de terror
que me renderam
de um vil amor
como uma tragédia, indefinida
que um dia atravessou ao meu revez
em um endereço, número 14 e 10

Bruno the joker

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