Na calada da noite começa a festa
festa essa que nada tem de novo
as vozes são as mesmas
assim como meu medo tolo
dama e valete se perdem no baralho
dentro de um jogo de buraco
buraco da alma
de um jogador alcolizado
cordas metalicas cortam meus pulsos
gerando sons que me ensurdecem
que me confundem e isolam
de tudo que acontece
o sangue cai sobre a minha vestimenta
molha as mechas dos meus cabelos
e me faz esquecer a minha crença
no fim da noite acaba a festa
festa essa que nada tem de novo
as vozes já se foram
libertando o meu sono
Bruno Giannotti
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