A chuva continua caindo. Cada gota bate no solo violentamente, trazendo ao silêncio uma funebre sinfonia, triste, continua, dolorosa...
Raios rasgam o céu, alguns chegam ao solo destruindo tudo aquilo que tocam. Sua força espantosa o faz tão solene e poderoso, mas sua fúria o deixa tão sozinho e impetuoso. Trovões completam a sinfonia.
Seu forte barulho se convertem em gritos de dor e de lamento, acordando a noite, adormecendo o dia, trazendo a tona o vazio, o nada, o vácuo, a utopia do universo, o lugar onde a dor não existe, nem a alegria...o lugar onde a vida e a morte são sugadas, como dois simples brinquedos, tão simples, tão frágeis, finitas. Pois neste lugar nada pode existir.
O cataclisma tragou todas as estrelas do céu e apagou o universo, tornando tudo em um frio e obscuro buraco negro.
Não resta mais nada, aqui é tão escuro, tão silencioso, que se torna ensurdecedor. O perigo é imediato, a solidão acorda meu inimigo, minha própria mente conturbada, o limite está próximo, como estar a beira da loucura, preso e acorrentado a uma realidade fétida e injusta, prestes a cair na utopia, no vazio, no esquecimento.
Nada pode reverter a situação, nem a mais forte das tentativas. As forças estão no fim, o passado vem a tona, junto com seus espíritos e fantasmas. O labirinto não tem saída. Todos morreram, não há mais ninguém para pedir ajuda.
Bruno The Joker
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