As folhas caem das árvores, cobrindo caminhos
as pétalas das flores dão um colorido diferente à tão pálida morte, enquanto a natureza morre silenciosamente.
Campos que outrora foram verdes e viventes, tornam-se cinzentos e tristes assim como o céu, tão nublado e sombrio.
O branco e o preto tomam conta do horizonte enquanto as cores são tragadas pela imparcialidade do destino, tão frio e calculista.
O mundo se torna um imenso cemitério, onde a morte reina em seu império de descanso eterno, sentada em um trono de cranios.
O silêncio toma conta de tudo, o vento e seu zumbido tornam-se uma triste sinfonia de paz que ninguém mais pode ouvir.
O tempo não pode retornar, a existência some aos poucos, junto com as estrelas que se apagam, escurecendo o universo.
A entropia leva tudo a um fim clemente.
Chegamos a um ponto onde o tempo é obtuso ao espaço e nada pode existir.
O começo, o meio e o fim se convertem com o nada e o tudo, que agora jazem juntos no tumulo clemente da inexistência.
Bruno The Joker
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