Quando me dei conta tudo havia mudado
o relogio encontrava-se parado
e tudo era diferente
até mesmo as velhas dores
indiferentes...
já não importava mais,
e o desejo? fugiu, fugaz
com um teor de alcool
a viagem, muito longe
que a distancia sempre esconde
e você corre, corre e se lembra
já não acredita mais em lendas
eram mitos, exterminados aos gritos
enquanto o tempo continua
vendo a verdade nua e crua
no fundo você sabe!
mas não pode dizer...
eu vejo os outros terem duvidas
sem saber oque fazer
mas eu vejo claramente
eu consigo enxergar
desejando, em uma noite fria
estar em seu lugar...
eu trago as cicatrizes
e as marcas do tempo,
engasgado com a poeira
trazida pelo vento
condenado a vagar pela estrada
sempre ao relento
ao mundo eu grito
disparando meu intento
pelas ideias frias
de um contexto violento
aos quais vivi toda uma vida
em seu apetite voraz
hoje prossigo em minhas sinas atuais
relembrando tempos que não voltam mais
vendo filmes por inteiro
de memorias despertadas pelos cheiros
relembrando, sim fomos o oposto
mas como era bom sentir tal gosto
mesmo que mentiroso
estar só, é mais penoso
te digo, sou dono da minha verdade
senhor da minha vontade
nunca me mande calar
nem tente roubar o meu lugar
pois não me surpreenderá
sua ilusão, seu proprio ego findará
pois aquele que já perdeu tudo
não tem mais nada a perder
oque vier é lucro
oque não é lucro sempre da pra esquecer
até que numa parte da vida
a percepção fique apurada
e de tanto a alma estar cansada
você se cansa e procura paz na estrada
sem ligar mais pra nada
e quando você se da conta, tudo já está mudado
o relogio? encontrar-se-a parado
mediocres correrão alucinados
tentando se fazer de amigos
em um clima desgraçado
e você?
só deverá continuar
engolir toda intriga
pra depois regojitar
e nunca mais confiar
amigos que dizem ser amigos
um dia irão te apunhalar
mas se já não for surpresa
só um arranhão lhe causará
pois é assim que as coisas funcionam!
do jeito torpe
Bruno the joker
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