caiam meus pensamentos
como as folhas no outono
quando embarquei no tempo
um trem vil e sem retorno
fui pisado, e enganado
meu coração esquartejado
tornei-me solitário e frio
de olhar pré-condicionado
eu que fui livre
tornei-me amargo
verti lágrimas de sangue
e adormeci no solo charco
eu era rude, desconfiado
quem um dia me feriu,
destruira o meu amor
atormentando o meu passado
eu que vagava na escuridão
sem nenhuma pretenssão
me afoguei no vicio
para esquecer a ilussão
eu que já não era mais eu...
o mundo frio, me tornou um condenado
e o mau agouro, concluiu o meu legado
passei a andar pela treva
para nunca mais ser enganado
mas eis que avisto algo incomum
que despertou em meu coração inerte
um batimento latente
neste breve incidente
me aproximei para ver o tal semblante
assustado ao enfrentar meu medo errante
fui com pouca pretenssão
mas lá deixei meu coração
e agora?
oque que eu faço?
eu arrisco?
ou eu disfarço?
não tenho tempo,
preciso prosseguir
se eu não digerir o meu veneno
ele irá me destruir!
ela possui a cura?
a resposta eu não sei...
mas preciso aquecer meu mundo frio
para não decair em tal vazio
a chance é agora,
o sentimento está lá fora
quero provar mais uma vez
o que já senti outrorá
o sentimento de estar vivo
conte-me quem é você
e deixarei você saber quem sou
pois agora que te vi
sei que minha escencia não mudou
Bruno the joker
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