vento frio, clima, inversão
folhas que caem das arvores
o fim do verão...
olhares irregulares através de um vidro molhado
chuva, raios, trovão
folhas voando das arvores
desenhos na janela, bafo quente, respiração
olhando pela janela atraves do escuro
transpassando, a grade, o muro
sem nenhuma iluminação
desenhando no vidro um coração
no escuro, vivenciando o caos, a transmutação
viciado e perdido na mesma ilusão
ali, no escuro, sentado, olhando pela janela
olhando a chuva, tentando escorrer junto a ela
transcorrendo lembranças,
esperando mudanças
sozinho de novo, recomeçando do zero
sem ter a opção de dizer se quero ou não quero
fico ali por horas afora
por mais que chova agora,
chove aqui dentro, e chove lá fora
do céu, a grama e a relva recebem a agua
dos meus olhos, o carpete recebe a lágrima
continuo aqui sentado no escuro,
transpassando, a janela, a grade, o muro
lembrando de nossos tempos de outrorá
imaginando oque você faz lá fora
ouvindo raios, trovões e o zumbido do vento
eu preso aqui dentro
e você presa ao relento
a chuva não cessa, e nem irá cessar
meu pensamento em você é continuo, e não sei quando irá parar
o vento não parou de ventar
o coração no vidro, está começando a apagar
vento frio, clima soturno, noite servil
corpo sozinho, coroa de espinhos
um ultimo gole
um copo vazio...
eu preso aqui dentro
e você indo embora com o vento
Bruno the joker
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